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Crônica: Mulheres, todos os dias

Especial dia da Mulher - Homenagem Cultura MS - Imagens: Reprodução / Internet / Redes Sociais

Hoje comemoramos um dia muito especial. Mas não vamos cair no clichê de “ah o dia da mulher é todo dia”. Há muito tempo as mulheres nos mostram que não é só um dia que aborda tal significado de lutas e empoderamento. Aliás, nunca uma palavra foi tão bem executada como antes, na televisão, nos jornais, nos livros, nas redes, na vida real. O empoderamento feminino vive seu auge graças as maravilhosas mulheres que colocaram a mão na eterna massa mundana que, sempre vai precisar de mais água pra liga seguir dando certo. É luta atrás de luta. Tem gente que entende, tem gente que não liga, tem gente que acha inviável. Mas o fato é o seguinte: cada mulher desse mundo tem o papel de se superar dentro de sua própria expectativa e existência. E com esses objetivos, mesmo que o destino possa dar uma atrapalhada as vezes, muito do que a maioria das mulheres têm de direitos hoje, foi conquistado por quem, entre elas, teve coragem! E é dessa coragem que Elas precisam continuar se alimentando. A coragem de dar a cara a tapa, pro mundo, pra quem quiser entender. Até que o tapa não aconteça mais.

Quem é do Mato Grosso do Sul conhece muitos nomes da nossa música, das artes plásticas, dos palcos, do cinema e da literatura. Sim, nosso Estado tem tudo isso. O sul-mato-grossense se importa sim com a sua cultura, e é graças a uma geração que iniciou isso que, hoje, outras gerações podem dar continuidade e significado a cultura de um povo que sente cada espaço como se fosse parte de quem nós somos. Este texto está cronicado para falar das mulheres sul-mato-grossenses, que fizeram e vão fazer história, por todas outras mulheres, sem pronomes possessivos, porque não são nossas, são delas em todo seu âmago.

A música de Tetê Espíndola, que carrega uma forte presença do nosso mato, que se escreve nas estrelas, que faz o som fluir naturalmente no seu bodoque, reflete também nas letras de Marina Peralta, que chega com seu som, atual, sincero, de agradecimento, que retoma, por fim, o encanto dela que canta o lugar de toda mulher, que é sempre onde ela quiser. Em tempo, não nos esquecemos, de quem carrega nas mãos e na voz, a nossa música raiz. Na sanfona, prata da casa, Lenilde Ramos, e pra sempre na viola, das comitivas, Helena Meirelles. E junto do Sol, a lua, no rasqueado, nossa Delinha, rainha.

E as artes e formas que se apresentem e representem nossa história, nossa gente, em todos os bugres, da incomparável Conceição. Até quem se influenciou na Europa, mas que nasceu aqui, tem seu lugar. E que história a Morada dos Baís teria para contar, se não fosse uma mulher fundar um museu? O Museu Baís. Pinturas e desenhos, de Lídia. Não sabemos das influências, mas segue-se nascendo, em reconhecimento nas redes, a jovial artista plástica e pintora, destaque, Priscilla Pessoa. E no pantanal, não há pena, há Peninha Mourão, que nasceu para pintar as suas belezas Corumbaenses, da temperatura alta, de uma cidade branca.

Sem falta, das Ruas, Ana, da Pintura à Intervenção, premiada por suas cores e estilo, grande, marcante. Do MS, para o Carrousel du Louvre, em Paris, Alice Hellmann também pinta e intervém na vida, com sua paleta, nas paredes e obras, com sua arte genuinamente viva!

E nas letras, literatura, romance, visão e alcance, do que é belo. Juliana é Feliz, escrevendo, e nos mostrando universos fora da regionalidade, mas que dão alcance e incentivo as mentes da nossa gente, dos nossos jovens e agora para o mundo, em Portugal, Feliz serão os mistérios de Ordália. Ultrapassar barreiras é um destaque da nossa literatura. É pra isso que os livros foram feitos. Mas também existe aquela que narra histórias que aconteceram, inspiradas em nossos vizinhos paraguaios, em guerras lembradas para o sempre, não só nos livros, mas nas mentes. Professora, poeta, declamante, Raquel Naveira, gigante.

Entre tantos nomes importantes para nossa cultura, destacam-se também Elizabeth Fonseca com seus pensamentos e poesias, Maria Adélia Menegazzo com suas crônicas, Elis Regina Nogueira na fotografia, Silvana Valu na arte de conceber o carnaval de rua em Campo Grande, Larissa Anzoategui com sua especialidade na direção de filmes de terror, Laila Pulchério que tem sua alma no palco, o samba raiz, verdadeiro e especial das meninas da Sampri e muitos nomes que fazem parte de uma geração expoente dos nossos valores culturais.

Todo esse entrelaço, nos leva a uma série de personalidades, que merecem demasiados realces. Todavia, não podemos nos esquecer de cada Mulher Sul-mato-grossense, que faz seu destino, sua vida, correria, que faz a roda girar no seu lar, no seu trabalho. Nem só de personalidades vive a cultura do MS, do Brasil. A cultura vive em cada uma delas, o costume migra, em consanguinidade, no amor pelo que é feito. Da criação ao que é. Da mutabilidade que exercem de tempos em tempos, ou sempre. De tudo que foram e merecem ser. Mais que um dia. Mais que uma data. Maior que tudo, Mulher!

Imagens: Reprodução Internet / Redes Sociais

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